Quando a “realeza” se revolta

FOTO: Cecília Souza

Até a Placa está fugindo (Fotos: Cecília Souza)

Cecília Maria Carneiro Souza

Já se fala em Copa do Mundo como se o evento fosse mês que vem. Acho de verdade que precisamos de todos os eventos que estão sendo aguardados, mas precisamos muito mais do olhar de nossos governantes enquanto povo, moradores desta Cidade Maravilhosa. Maravilhosa sim, mas só na Zona Sul. Quero saber por que o tal Centro Controlador de Operações não atinge os bairros da Zona Oeste, nós que moramos na Praça-Seca (que na verdade não existe, pois em todas as reuniões que freqüento dizem: Zona Oeste, Bangu, Campo Grande… Barra da Tijuca e Freguesia, sempre tenho que dizer – Praça-Seca também é Zona Oeste), aqui tudo pode, tudo acontece, vou falar das minhas últimas andanças:

A ciclovia para no FISK

Na Praça Seca, vou relembrar que a Rosinha aproveitou que é cortada ao meio pela Rua Cândido Benício e nomeou um lado de Praça-Seca e o outro de Praça Barão da Taquara (Praça-Seca é alcunha de Praça Barão da Taquara), me repito, pois isto me indigna até hoje. Bem na Praça as “bandalhas” são constantes e os atropelamentos idem, as placas de proibido virar (dobrar), deixaram de ser respeitadas, não se pode atravessar confiando na mão dos automóveis, e ninguém faz nada, se não há respeito às placas que se ponha “pardal”, ninguém quer a multa. Não se vê a Guarda Municipal (7ª IGM) e nem os policiais que por li andavam. A população em situação de rua vem aumentando, as crianças nos sinais igualmente e a rádio local do meu amigo Izac fala o tempo todo que a GM cuida desta situação (será que são eles que estão trazendo os nossos irmãos mais necessitados para o bairro???). Antes que me processem digo que é brincadeira meu comentário maldoso.

Recomeça depois do CEMOL

Nosso Prefeito construiu a Ciclovia Compartilhada (uma enganação), encheu as calçadas de impedimentos para estacionar, estamos proibidos de receber visitas, pois não há local para deixar o carro, se alguém sair de casa, e esquecer alguma coisa, precisa entrar na garagem, não pode deixar o carro na calçada pegar o objeto esquecido, transtornou nossas vidas além de enfeiar mais ainda o bairro (coisa que parecia impossível). Segui o caminho da Ciclovia e me deparei com a seguinte situação, ao chegar a Vila Valqueire (na parte chique), a Ciclovia desaparece lentamente, ela vai até o Curso de Inglês FISK, para na calçada anterior depois temos mais um pedaço que vai do Laboratório CEMOL até um super prédio em construção e ai desaparece definitivamente, não há um vestígio de obra, de funcionários, todo o aparato sumiu. Isto tudo que lhes contei fica na Rua Luiz Beltrão. Por onde andará a Ciclovia Compartilhada? (compartilhada só pelos pobres!?), ela não passa pelo Center Point, pelo Mercado… É nossa obrigação exigir que a Ciclovia vá até o fim desta Rua e prossiga seu traçado, por que é que a parte fina, Vila Valqueire não tem Ciclovia??? Esta mesma parte fina, precisa da presença do Choque de Ordem, o mesmo que tirou os ambulantes de Comida da Praça-Saiqui.  Nas esquinas das Ruas Luiz Beltrão com Poços de Caldas, existe uma Padaria que fez seu puxadinho (de luxo), que se junta ao jornaleiro e ao churrasco dos fins de tarde e ninguém passa pela calçada, que dirá carrinhos de bebê, cadeirantes… Nesta mesma esquina, coincidentemente no governo da Rosinha a placa com o nome da rua estava errada (dizia à placa que ali era Rua Arcozêlo, que na verdade é a seguinte), reclamei ninguém fez nada, fotografei e tive matéria publicada em vários jornais, amigos pasmem, a governadora mandou retirar a placa e até hoje um estranho não sabe que rua é aquela (coisas de Rosinha).

Banheiro usado apenas pelos jogadores de cartas

O Choque de Ordem também precisa passar pelas esquinas das ruas Luiz Beltrão e Arcozêlo, ali curiosamente há outra padaria que invadiu a calçada com um super “puxadinho”, englobando o jornaleiro, o que sobrou de calçada é estacionamento, socorro! Já na Praça-Saiqui (que fica em frente a este endereço) há uma cabine da Polícia Militar que nunca foi usada, foi doação dos comerciantes (coisa meiga), temos também três pontos finais de ônibus, 363 (antiga 260), 678 e o Frescão (que por sinal construiu um puxadinho (bem favelado) na própria Praça. Por onde anda o tal Choque de Ordem? (esqueci na Zona Sul). Só quem mora nestes dois bairros sabe o valor do nosso IPTU, então quero para mim e todos os outros moradores o mesmíssimo tratamento dado aos meus amigos que residem na Zona Sul (menos os bueiros voadores).

Coreto destruido com seu morador

E nessa leva de Praças também coloco a Praça Márcia Mendes, que fica entre as Ruas Pinto Teles e Ana Teles, esta precisa de Choque de Ordem e da presença da GM, é comum ver jovens embalando seus cigarros de maconha e depois fumando na nossa frente, durante o dia, numa atitude de total desrespeito. O mobiliário da Praça está destruído, pois nas noites em que há evento na casa de show a Praça vira estacionamento, isto acontece inclusive nos fins de semanas e feriados com sol, o povo (de fora do bairro), usa a Praça para estacionar e fazer churrasco. A única coisa boa nela é a iluminação que foi refeita Mês passado (amém!). Nos dias, isso mesmo dias, seguintes ao evento a Rua Pinto Teles e a Praça Márcia Mendes ficam imundas. Vou ficar por aqui, por conta do sono, mas não vou deixar o Prefeito em paz, até ele terminar toda a Ciclovia, ou limpar nossas calçadas da bagunça que ele mesmo fez, não sei de ninguém que tenha sido consultado.

Belo e abençoado domingo.

Beijos reais

Lembro que temos um encontro marcado para dia 02/08 às 13h nas escadarias da ALERJ. Ato contra do fechamento e a privatização do Hospital Carlos Chagas em Marechal Hermes, divulgue e compareça.

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2 Responses to Quando a “realeza” se revolta

  1. mozart.chalfun@ig.com.br disse:

    Cecilia sempre muito atenta aos descasos com o seu bairro e sua cidade.
    Paz e Bem
    Mozart Chalfun

    • Cecília Maria Carneiro Souza disse:

      Obrigada Mozart Chalfun, apena me inquieta tanta indiferença por parte das autoridades. Temos que agradecer ao jornalista Alexandre Madruga que me permite pensar em voz alta e deixar que todos saibam. Fique com Deus. Cecília Souza

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