Transolímpica: Eduardo Fagundes recebe a AMISUL

Diretoria de Comunicação – AMISUL

Em reunião ontem com o engenheiro da Transolímpica, Eduardo Fagundes, a AMISUL buscou mais informações sobre o corredor de transporte que cortará o bairro de Jardim Sulacap. A informação foi que o novo projeto é uma escolha do Prefeito Eduardo Paes, após a negativa do proprietário do Parque Shopping Sulacap em ceder parte do terreno.

Na reunião ocorrida ano passado na AMISUL, Fagundes tinha informado que o shopping não existiria devido a passagem da Transolímpica. Contudo, a Prefeitura além de desejar o novo empreendimento na região, posteriormente constatou o mesmo sentimento dos moradores pelo shopping no bairro. Diante isso, buscou negociar com o Parque Shopping Sulacap a cessão parcial do terreno para a passagem da via expressa.

O shopping disponibilizou então apenas 20 metros do terreno, o que acabou inviabilizando a passagem da via. Fagundes explicou que precisaria de pelo menos 30 metros em caso de passagem da estrada exclusivamente, e 40 metros caso instalasse um ponto de BRT no mesmo terreno junto ao shopping, o que era desejo do empreendimento comercial.

Diante da inflexibilidade nas negociações em ceder mais metros, a Prefeitura estudou outro projeto, buscando minimizar despesas, já que se a via passasse pelo Parque Shopping Sulacap o custo da obra seria muito alto. Nesse trajeto haveria a construção de um pequeno túnel perfurando a pedreira, viadutos e contenção de encostas no morro por trás do Cemitério Jardim da Saudade até a entrada dos túneis no Morro do Engenho. A solução, então, chegou ao projeto hoje existente.

Fagundes informou que o edital da Transolímpica será publicado no mês que vem. Os técnicos visitarão as casas que poderão ser desapropriadas ainda esse ano, mas as obras da via expressa somente começam em 2012.

Sobre o projeto atual, chamado de Trajeto Básico, o engenheiro informou que mudanças são possíveis, desde que sejam tecnicamente viáveis e não ultrapassem o valor máximo da obra, acrescido de 25%, conforme determinam as normas do Edital para novas construções.

No Trajeto Básico do Jardim Sulacap, Fagundes viu possibilidade na mudança da via de saída, do sentido Barra-Av.Brasil. Contudo, mesmo com essa alteração, o engenheiro entende que no máximo apenas cinco casas da rua Tobias Monteiro seriam poupadas parcialmente. Ou seja, mesmo com a mudança no braço da Transolímpica, essas cinco casas seriam atingidas em parte. Quanto ao restante das casas, nada seria alterado, assim como na avenida Carlos Pontes, nos imóveis paralelos à Tobias Monteiro, e, próximas ao cemitério até a altura do início do terreno do Posto de Saúde Prof. Masao Gotto.

De acordo com a norma técnica, se no terreno desapropriado sobrar 100m², este somente sofrerá desapropriação parcial e não em sua totalidade.

Quanto à Vila Carolina, a possibilidade de alteração é pequena, já que, uma vez o Cemitério não poder sofrer desapropriação, além da construção do viaduto para manter o acesso ao Jardim da Saudade, a curva possível para evitar o condomínio torna-se inviável.

Fagundes aproveitou e informou também que o posto de gasolina do Catonho e as casas ao lado, por enquanto, constam como parte de desapropriação.

Já em Magalhães Bastos apenas parte da Salustiano Silva, onde existe um terreno do Exército foi preservado.

Diante dos fatos, mas mantendo a luta para apresentar mudanças possíveis futuramente, a AMISUL resolveu convocar os moradores que poderão ser desapropriados, para orientá-los de todos os procedimentos para conseguirem receber os valores de indenização.

– Agora, nossa preocupação é com os moradores que devem ser atingidos. Ajudá-los a entender as normas de desapropriação e o que precisam fazer, caso não estejam com documentação regularizada e como devem proceder quando os técnicos da Prefeitura forem às suas residências. – afirma o Diretor de Comunicação, Alexandre Madruga.

Aqueles moradores receberão cartas-convite da AMISUL em breve, informando a data e local da reunião. Não deixem de comparecer.

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12 Responses to Transolímpica: Eduardo Fagundes recebe a AMISUL

  1. Roberta disse:

    Meu sogro cresceu e criou os dois filhos na Rua Salustiano Silva, agora estão com este impasse. Gostaria de ter informações mais precisas sobre o projeto ali naquela rua pois os “coroas” estão super apreencivos com tudo isso e não é pra menos pois eles tem uma história neste bairro.

  2. Simone disse:

    E a desapropriação na estrada da Ligação, como vai ser????

  3. Márcia Miranda disse:

    Olá. Gostaria de saber quando os moradores de Sulacap, mais precisamente da Vila Carolina, serão comunicados oficialmente sobre desapropriações. Alguém sabe dizer onde vejo o exato traçado da Transolímpica na altura da Sulacap?

  4. Tania disse:

    gostaria de receber noticias novas sobre a construção ou não do shopping sulacap.

  5. Francisco disse:

    Apesar de não morar na região da Sulacap e sim de Magalhães Bastos, gostaria de saber se a Amisul poderia também nos orientar, pois não temos a quem recorrer. Francisco Pereira (chicoap@uol.com.br)

  6. rosangela campos disse:

    por favor me comunique o dia da reunião

  7. Bruno disse:

    A Transolimpica não beneficiará o trânsito e nem os moradores da Sulacap e outros bairros adjacentes, pois o posicionamento do pedágio é ruim. Não dá para ir nem para JPA utilizando a via, continuamos necessitando da defasada Estrada do Catonho. O projeto é burro, pois era oportunidade para desafogar parte de JPA. Ela somente beneficia quem quer sair da Barra JPA direto para Av. Brasil, pois o pedágio é justamente em nosso bairro. Se subirmos a via já estaremos pagando pedágio. E os moreadores de JPA em vários ponto terão acesso a via sem pagar o pedágio para se deslocarem para Barra. Ou seja, o bairro mais afetado com a obra, é o que menos se beneficiará, ou melhor, não se beneficiará.
    O pedágio deveria ser como na linha amarela, em um ponto onde só paga quem realmente for atravessar a via quase que completamente. Exemplo: A da L. Amarela fica perto do túnel que seria instransponível se não fosse pela via, aí é justo pagar para ter esse adianto na sua viagem, mas o da Transolimpica é para separar mesmo Barra e JPA do resto, esse antigo projeto dos moradores da Barra de se afastarem cada vez mais dos moradores dos outros bairros. Observem isso e vejam a quem a Transolimpica beneficia. Temos que solicitar a mudança da posição do pedágio para um local que nos permita ir pelo menos a JPA sem pagar pedágio. A Mal Fontenelle é uma via que transita várias pessoas da Zona Oeste e Zona Norte, seria interessante que nela fizessem acesso para Av. Brasil e JPA sem custos, deixando apenas para quem cruzesse quase por completo a Transolimpica, quem pegasse o túnel para cruzar para a Barra.
    E outra, solicitar que o pegágio seja indexado, para que não tenham valores absurdos. Pode ser 0,5% do salário mínimo, o que daria entre R$ 2,50 e R$ 3,00. Suficiente para enriquecer a concessionária. Chega de abuso!!!!
    A posição do pedágio pode ser visto nesse recente vídeo que o engenheiro responsável apresenta o traçado.

  8. Eduardo disse:

    A empresa dona do empreendimento pagou R$ 10 milhões no tereno do shopping (http://www.urbansystems.com.br/noticias/ler/4134). Porque a prefeitura não pode desapropriar o terreno ao invés de destruir a vida de centenas de famílias?

    • PEDRO disse:

      mais um q tem q se mudar para o interior do nordeste, pois gentinha contra o progresso neste bairro do Sulacap, tô pra ver.

  9. PEDRO disse:

    Grato mais uma vez pelas informações prestadas pela AMISUL, e acho q estão trabalhando de forma séria para a solução do impasse, e atendendo ao desejo da maioria, o Shopping está confirmado e as obras da Transolimpica que irá facilitar o ir e vir ao trabalho de milhares de pessoas , além de desafogar o trânsito do Bairro e de várias regiões que serão beneficiadas peela via. E tb vale resaltar a postura correta da associação q tenta orientar as famílias que terão seus imóveis desapropriados para receberem um indenização digna, para quem sabe comprarem um novo imóvel no mesmo bairro. Volto a resaltar as famílias que estão sendo desapropriadaspara que não se enganem com vários promessas iluzorias, ou seja, a obra vai acontecer, o trajeto esta definido, o melhor a se fazer é correr atrás de documentos e tentar junto a prefeitura uma boa indenização, antes que sejalevada a juízo e depositado qualquer valor em contas juizadas e terão que sair de qualquer forma.Lembrem-se a amioria da população que a obra, somente uma pequena parte esta brigando, a maioria sempre vence, basta ver o q esta acontecendo em Madureira. Acoredem por favor, quanto mais cedo vcs negociarem melhor para vcs.

    • Vania disse:

      Pedro, vc é muito idiota mesmo! Aceita tudo sem discutir, mentalidadezinha escravista, hein! O que todos deveriam fazer é lutar por seus interesses. Todos sabemos que a indenização dada pela prefeitura será pífia em relação a valor imobiliário dos imoveis. É um absurdo um cidadão ter SEU terreno, SUA propriedade, alienada para a construção de uma estrada, ter sua vida completamente desorganizada e ter de ficar quieto e aceitar os fatos, sem discussão! Nesses casos a maioria sempre vence porque age como gado, sem questionar, sem se mobilizar (agem como vc).

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