Pessimismo eleitoreiro?

Imprensa brasileira não destaca conquistas

Por Roberto F. da Costa

A nossa imprensa é americanizada, colonizada, antipatriótica e neoliberal. Detesta tudo o que é brasileiro e amam apenas os EUA, que é o sonho de sociedade para eles. Por isso, torcem contra o sucesso da Copa em 2014 por questões eleitoreiras, eis que não tem nenhuma agenda para a sociedade brasileira, então ficam nesta ladainha de que “não vai dar certo”…

Eles estão desorientados pelos sucessos seguidos dos governos LULA e DILMA, que agora mesmo, na viagem à China, desembaraçou a venda de carnes (suína e frangos), aviões e aço, deixando de ser apenas exportador de “commodities” (minério de ferro!) e aumentou a participação de produtos com valor agregado no comércio bilateral.

Sabiam que uma agência americana gastou alguns milhões de dólares na imprensa para tentar indispor o Brasil com a China? Lembra-se de uma campanha maciça do GLOBO (na voz de Miriam Leitão!), da FOLHA DE SÃO PAULO e do O ESTADO DE SÃO PAULO contra o estreitamento dos laços comerciais Brasil-China? Pois é. A EMBRAER (atualmente uma das maiores exportadoras brasileiras!) vem ganhando mercados antes exclusivos da Bombardier (Canadá), Douglas (EUA) e outras empresas européias de aviões à jato de médio alcance.

A EMBRAER agora vai fabricar seus aviões na China, com parte de mão de obra brasileira, suprindo não apenas o imenso mercado chinês, mas também todo o sudeste asiático. Receberemos royalties pelo projeto em cada avião vendido, bem como uma parte dos lucros da empresa fundada em joint venture, e como um avião deste voa em média por 30 anos, nosso parque industrial terá que produzir peça de reposição para estes aparelhos por todo este tempo.

Estes sucessos do Brasil geram um imenso ódio e inveja no mundo dito “desenvolvido” (Europa, EUA, Japão e Canadá), e como os jornalistas da grande imprensa são pessoas vendidas a interesses estrangeiros, procuram de alguma maneira desmerecer nosso país, usando agora, por absoluta falta de algo para bater no governo, um provável fracasso na organização da Copa, um inventado “caos aéreo”, uma suposta “explosão inflacionária”.

Não podemos nos deixar levar por estas manipulações dirigidas pela mass media e discernir que, se os aeroportos estão cheios, é porque só agora uma classe C (aumentada nos governos LULA!) pode andar de avião, quando anteriormente era meio de transporte apenas das classes A e B; que se temos aeroportos pequenos é porque esta mesma elite, que se deleita com os tais jornalistas, os construiu apenas para si mesma, e não para o povo como um todo. Mas aeroportos são extremamente fáceis de construir e/ou ampliar. Um povo que construiu hidrelétrica como ITAIPU e tantas outras de extrema dificuldade técnica; que foi o primeiro a desenvolver a exploração petrolífera em águas profundas e agora é o detentor exclusivo da tecnologia de exploração em camadas profundíssimas e tantas outras conquistas, tem condições de construir e/ou ampliar aeroportos em pouquíssimo tempo; que as obras de ampliação/construção estão absolutamente dentro do cronograma, para inauguração antes da copa de 2014; que a inflação está absolutamente dentro das metas, apesar da inflação de commodities que assola todo o mundo.

O Brasil, a Rússia, a Índia, a China e agora a África do Sul mandaram o FMI e os governos do EUA e Europa à merda, nas suas pretensões de fazerem nossas economias “pagarem o pato” pela bagunça que eles mesmos fizeram, ao abraçarem o modelo neoliberal. Os EUA e a Europa estão de joelhos, tentando a todo custo repassarem para nossas costas a responsabilidade pelos erros deles. Mas não tem mais o mesmo poder de antes!

Não deixemos que agentes internos do imperialismo, seja ianque, seja europeu, que no caso é a imprensa mais venal que o ocidente conheceu, tentem nos manipular para que desistamos de lutar pelo engrandecimento de nossa pátria em detrimento de interesses inconfessáveis e escusos de potências estrangeiras.

Estas mesmas potências sabem bem o que significa no mundo de hoje, em termos de empregos, um investimento de 12 bilhões de dólares, que é o que a FOXCONN (a maior fornecedora de écrans do mundo!) vai fazer em terras brasileiras. Se qualquer uma delas tivesse recebido estas fábricas, teriam resolvido seus problemas de desemprego crônico! Eles não se conformam que tal volume de investimento direto tenha vindo para um país do “terceiro mundo”, quando se fosse dirigido para suas economias, os salvariam suas difíceis situações econômicas!

O Brasil já lançou três satélites de comunicações em joint venture com a China, a um custo de cerca de 40% do custo americano/europeu. E estamos vendendo links nestes satélites para empresas de comunicação a um preço de cerca de 20% o das lançadoras americanas ou européias. Isso, na visão deles, é inadmissível!

Sabem o porquê desta parceria da China com o Brasil ser tão profícua? Entre 1899 e 1901 houve na China a “Guerra dos Boxers”, quando os EUA e diversos países europeus invadiram aquele país para obrigar o governo chinês de antanho a executar alguns de seus cidadãos, que não queriam o cristianismo por lá; as Guerras do Ópio (a primeira, de 1839 a 1842, e a segunda de 1856 a 1860) foram travadas pela Inglaterra para forçar o governo chinês a permitir a venda de ópio; a França sempre tentou dividir a China para poder dominar áreas de interesse, armando chinês contra chinês; os EUA lutaram contra o socialismo de Mao Tsé Tung em 1949, e até hoje apóiam Taiwan (que Pequim considera uma ilha chinesa!) e o Tibete (que é uma província rebelde!). Com o Brasil a China não tem estes contenciosos, podendo se envolver de modo bem mais aberto do que faria com estas nações imperialistas, que representam um perigo no futuro em caso de parcerias mais íntimas!

Isto é o que as nações dos países “desenvolvidos” e seus lacaios brasileiros não conseguem admitir, ver o Brasil se elevando acima de seus pretensos “patrões” americanos e europeus.

Vamos discernir os interesses escusos por baixo de cada afirmação, estudá-las com afinco para ver se procedem ou não, para não nos deixarmos manipular por pessoas que se dizem “formadores de opinião”, mas que na verdade são “desinformadores”, pretensos agentes de lavagens cerebrais.

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