Ong Alma Animal com Fátima Borges

Férias humanas e o martírio dos animais abandonados


Sei que muita gente custará a acreditar que há seres, as centenas, que ao saírem para as férias, a primeira coisa que fazem é abandonar nas ruas seu animal de “estimação”, ou, não menos grave, o trancafia dentro de casa, como parte da mobília, e vai viajar tranquilamente. Não me apresentem ninguém que tenha este hábito, pois certamente, não responderei pelos meus atos. Não suporto gente insensível e cruel!
Não é decente e, muito menos, normal que uma pessoa cometa tais tipos de crimes com a cara mais lavada do ano, e, ainda, consiga achar-se merecedora de descanso e boas vibrações. Quem trai a confiança de um ser indefeso, para mim, merece que um “rojão” lhe entre pela cabeça abaixo, no mínimo!
Não é possível que as férias dos humanos já se iniciem impondo  crueldade aos animais. Ou não é cruel atirar um animal à rua só porque se deseja farrear? Alguém por acaso abandona filhos ou os trancafiam em casa sem dó e nem piedade para ir pra gandaia, sabe-se lá por quanto tempo? Claro que não! As campanhas deveriam ser amplamente divulgadas, no sentido de mostrar para os humanos que os animais sentem dor, frio, medo, fome e desconforto como qualquer filhinho amado!


Alguém precisa punir os irresponsáveis que, por impulso, adquirem um animal sem lhes devotar um mínimo de respeito e o descarta na primeira oportunidade. A Lei 9605/98 em seu 32º artigo diz que é crime ambiental abusar, maltratar, abandonar, espancar, deixar animais sem comida e/ou água e deixá-lo em espaços minúsculos, sem condições de se movimentar. Ora, então, as pessoas de bem, sensíveis, podem e devem denunciar um cretino que abandona o seu animal sem nenhum escrúpulo ou piedade.
Acredito que a Lei pune muito pouco os abusos. Acho a pena para crimes ambientais um quase nada. Deveriam triplicar a pena, quem sabe desta forma as pessoas mal intencionadas deixassem de adquirir um animal por vaidade, ou para agradar os filhinhos ou para os utilizarem para a guarda de seus imóveis sem se preocuparem com o bem estar do escravo, pago, muitas vezes, com uma única alimentação mal dada.
Fico a me questionar: Como é que alguém consegue se divertir sabendo que está ocasionando dor, sofrimento e morte a seres tão inocentes? Não que eu seja contra cair na gandaia, muito pelo contrário, mas isto não pode ser à custa de sofrimento dos animais. Tenho certeza de que as pessoas que infligem sofrimento aos seus animais são conscientes, sabem muito bem o que estão fazendo, pois com seus filhos queridos, agem de forma contrária. Sem dúvidas, sofrem ou sofrerão as consequências de suas maldades. A Lei do retorno existe e, como existe, é justo, é decente, é educativo!
Fotos:  http://sosanimal2009.webnode.com.br/galeria-de-fotos2/fotos-de-animais-abandonados/
Fátima Borges é Professora de Português e Teatro Infantil, Colunista, Artista Plástica e Poetisa

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2 Responses to Ong Alma Animal com Fátima Borges

  1. Mariana Alves disse:

    Esse povo tem que arder no mármore dos infernos, conheço muita gente que faz isso, sai pra se divertir e deixa o animal em casa sozinho.
    Vou copiar o texto!!

  2. Marcos disse:

    Muito bem é verdade que muitas pessoas, estão fazendo isso com seus animais de estimação é uma pena saber disso, também não suporto quando fazem tais perversidades com animais que nem meus são.

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